Tabela de 29 sucos: integral, néctar e refresco lado a lado
Comparador filtrável com 29 sucos na régua de 100 ml, com a fonte de cada número, mais as regras que definem quanta fruta cada categoria precisa ter de verdade.
9 min de leitura
Publicação: data não registradaAtualização: data não registrada
50%de suco é o mínimo legal do néctar de laranja e de uva desde 2016; nas demais frutas o mínimo cai para 30%IN MAPA 12/2003, redação da IN 42/2013
5%de suco de limão é tudo o que um refresco de limão precisa ter para se chamar assimDecreto 6.871/2009, art. 22
6xmais pais consideram saudável uma bebida de fruta do que um refrigerante, com teor de açúcar quase igualMunsell et al., Public Health Nutrition, 2015
Na mesma prateleira, lado a lado, com embalagens quase idênticas, estão três produtos que a lei brasileira trata como coisas diferentes: suco integral, néctar e refresco. A palavra está escrita na caixa, geralmente pequena, geralmente perto do fundo. Quase ninguém lê, e quem lê raramente sabe o que cada uma significa.
Este texto acompanha um comparador com 29 sucos e bebidas de fruta, cada linha com a fonte do número. Ele existe porque o suco é, de longe, a categoria em que a embalagem mais consegue passar uma impressão diferente do conteúdo, e isso não é acusação: em boa parte dos casos, o rótulo está inteiramente correto.
O que estes 29 sucos mostram
O resultado que mais contraria a intuição está na coluna de calorias. Entre os sucos
integrais desta tabela, o valor do meio é 51 kcal por 100 ml.
Entre os néctares, que levam água e açúcar adicionado, é 40 kcal.
Entre os refrescos, 18,3 kcal.
Ou seja: quanto mais fruta, mais caloria, porque a caloria vem justamente da fruta. O suco mais
calórico da lista inteira é o Açaí, polpa, com xarope de guaraná e glucose, com 110 kcal por 100 ml, ou
cerca de 220 kcal num copo de 200 ml.
Isso não faz do néctar a opção melhor nem do integral a pior. Faz deles coisas diferentes, que
respondem a perguntas diferentes. Se a pergunta é "de onde vem o açúcar", a coluna
Açúcar adicionado separa as águas: 6 produtos daqui declaram
açúcar adicionado, 11 declaram que não têm, e 12 ficam
em "sem dado" porque o rótulo não permite afirmar nem uma coisa nem outra. Se a pergunta é
"quanto isso pesa no dia", a coluna de caloria responde, e aí o integral costuma pesar mais.
A vitamina C é a coluna com a maior distância entre o primeiro e o último: vai de
138,7 mg por 100 ml no Caju, suco concentrado, envasado até
3,4 mg no Del Valle Frut Laranja. Isso é uma diferença de dezenas de
vezes entre dois produtos que a prateleira vende lado a lado como se fossem a mesma coisa. Vale
ordenar essa coluna antes de decidir qual suco compra a fama de "rico em vitamina C".
Fibra quase ninguém publica: só 7 dos 29 produtos trazem o número,
e o mais alto é o Açaí, polpa, congelada (sem açúcar), com 2,6 g por 100 ml.
Comparando agora
Abacaxi, suco (enlatado, sem açúcar) vs Del Valle Néctar Laranja
Nesta tabela, melhor quer dizer kcal/100 ml menor, carboidrato menor, açúcar menor, vitamina c maior. O verde e o vermelho marcam o melhor e o
pior valor entre as linhas que estão filtradas neste momento, e mudam quando o filtro muda.
Coluna que é questão de gosto, e não de saúde, fica de fora do destaque de propósito.
Todos os valores são por 100 ml. A tabela mistura, de propósito, duas naturezas de
fonte: a TACO (a tabela oficial brasileira) e o USDA entram para o suco genérico da fruta, que
responde "quanto tem no suco de laranja, ponto"; o rótulo do fabricante entra para o produto de
marca, que é o que a pessoa compra. A coluna Fonte diz qual é qual em cada linha. Duas
consequências disso ficam visíveis: a TACO não mede açúcares separadamente em nenhum alimento
(o carboidrato dela é calculado por diferença), então esses itens ficam com açúcar em "sem dado"
por método, e não por falha de coleta; e o AdeS aparece marcado como bebida de soja, porque ele
não é suco de fruta e deixar isso implícito faria a tabela mentir por omissão. A coluna "Fonte é" diz de onde veio cada linha: "Oficial" é o fabricante ou uma
tabela oficial de governo; "Rótulo via loja" é o rótulo reproduzido por um varejista, com a
tabela conferida no HTML da própria página; "Fonte fraca" é o caso em que não deu para conferir
o número na origem, e essas linhas trazem por escrito, logo abaixo, qual é o problema. Elas
continuam aqui de propósito, porque são produtos conhecidos demais para sumir da comparação, e
dá para escondê-las filtrando a coluna por "Oficial". Um traço na célula quer dizer que a fonte
não publica aquele valor, e nunca que ele é zero: zero só aparece quando o rótulo declara zero.
O que parece saudável nesta tabela e não é
Nenhuma frase daqui é opinião. Todas saem das linhas logo acima, e dá para conferir cada uma
filtrando e ordenando a tabela. O ponto não é que suco faz mal: é que a palavra escrita na
frente da embalagem responde a uma pergunta diferente da que a gente acha que ela responde.
Suco não é automaticamente mais leve que refrigerante. A Coca-Cola Original
tem 42,5 kcal por 100 ml. Nesta tabela, 13 sucos passam
desse valor, e 10 deles são justamente os integrais, os que a embalagem vende como "100% fruta". O topo é o Açaí, polpa, com xarope de guaraná e glucose, com 110 kcal por 100 ml, ou
cerca de 220 kcal num copo de 200 ml. A explicação não tem
truque nenhum: a caloria do suco vem do açúcar da fruta, e concentrar fruta em líquido
concentra também o açúcar dela.
O "100%" e o néctar da mesma marca podem ter o mesmo açúcar. Este é o
achado mais desconfortável da tabela, e ele sai do rótulo publicado pelo próprio fabricante:
Del Valle 100% Suco de Uva declara 10,5 g de açúcar por 100 ml, e Del Valle Néctar Uva, do mesmo fabricante e do mesmo sabor, declara 10,5 g (com 42 kcal contra 44 kcal do integral); Del Valle 100% Suco de Laranja declara 10,5 g de açúcar por 100 ml, e Del Valle Néctar Laranja, do mesmo fabricante e do mesmo sabor, declara 10,5 g (com 42 kcal contra 44 kcal do integral). A diferença entre os dois é de onde vem o açúcar, não de quanto açúcar tem. Quem troca o
néctar pelo "100%" esperando beber menos açúcar está pagando mais por outra coisa.
O aviso da frente da embalagem só enxerga o açúcar adicionado. Desde a
rotulagem frontal da ANVISA, a lupa "ALTO EM AÇÚCAR ADICIONADO" é obrigatória em bebida a
partir de 7,5 g de açúcar adicionado por 100 ml, metade do
limite de 15 g que vale para alimento sólido (Instrução Normativa 75/2020, Anexo XV,
que regulamenta a RDC 429/2020). O açúcar que já veio da fruta não entra nessa conta. Por
isso 9 sucos desta tabela declaram zero açúcar adicionado e mesmo
assim passam do limite em açúcar total: o maior é o Suco Orgânico (linha Da Casa), com
16 g por 100 ml. A embalagem está correta e
dentro da lei. Ela só não está respondendo à pergunta que a maioria das pessoas faz ao
olhar para ela.
Para a OMS, o açúcar do suco conta igual ao do refrigerante. A definição está
escrita no guia de 2015: açúcares livres são "os monossacarídeos e dissacarídeos adicionados
aos alimentos e bebidas pelo fabricante, pelo cozinheiro ou pelo consumidor, e os açúcares
naturalmente presentes no mel, em xaropes, em sucos de fruta e em concentrados de suco de
fruta". Suco de fruta está citado nome a nome. A recomendação é manter os açúcares livres
abaixo de 10% da energia do dia, com um benefício adicional esperado abaixo de 5%. A fruta
inteira não entra nessa lista, e essa é a distinção que a tabela toda torna visível: a fruta
mudou de estado, e o açúcar dela mudou de categoria junto.
Nem tudo que a gôndola chama de suco é feito de fruta em quantidade relevante. Del Valle Kapo declara 10% de fruta na própria página do fabricante. O resto é água, açúcar e aroma. Isso é permitido e está declarado, mas
fica escrito onde quase ninguém lê, e não na frente da caixinha. Pelo mesmo motivo entra aqui AdeS Original: ele não é suco de fruta, e sim bebida à base de soja, vendida na mesma prateleira e com a mesma cara.
O que a lei chama de cada coisa
As três palavras têm definição legal, e a diferença entre elas é a quantidade de fruta.
Suco integral. O Decreto 6.871 de 2009, no artigo 18, parágrafo 10, define: "A designação integral será privativa do suco sem adição de açúcares e na sua concentração natural, sendo vedado o uso de tal designação para o suco reconstituído." Ou seja, fruta e nada mais, na concentração em que a fruta entrega.
Néctar. O mesmo decreto, no artigo 21: "Néctar é a bebida não fermentada, obtida da diluição em água potável da parte comestível do vegetal ou de seu extrato, adicionado de açúcares, destinada ao consumo direto." Água, fruta e açúcar, por definição.
Refresco. Artigo 22: "Refresco ou bebida de fruta ou de vegetal é a bebida não fermentada, obtida pela diluição, em água potável, do suco de fruta, polpa ou extrato vegetal de sua origem, com ou sem adição de açúcares." É o mesmo princípio do néctar, com muito menos fruta.
Quanta fruta cada um precisa ter
Os percentuais mínimos não estão no decreto, e sim nas normas do Ministério da Agricultura. Esta tabela é a parte prática do artigo.
Categoria
Mínimo de fruta
Norma
Suco integral
100%, sem diluição e sem açúcar
Decreto 6.871/2009, art. 18
Suco tropical
50% de polpa, ou 35% para fruta muito ácida ou de sabor muito forte
IN MAPA 12/2003
Néctar de laranja e de uva
50% desde 2016 (era 30% em 2013 e 40% em 2015)
IN MAPA 12/2003, redação da IN 42/2013
Néctar das demais frutas
30%, ou 20% para fruta muito ácida ou de sabor muito forte
IN MAPA 12/2003, redação da IN 42/2013
Refresco de laranja, tangerina ou uva
30% em volume de suco natural
Decreto 6.871/2009, art. 22
Refresco de maçã
20% em volume
Decreto 6.871/2009, art. 22
Refresco de maracujá
6% em volume
Decreto 6.871/2009, art. 22
Refresco de limão
5% em volume
Decreto 6.871/2009, art. 22
O número existe e está na frente da embalagem, em tamanho grande, e quase ninguém repara. Desde 2013, a quantidade de polpa ou de suco no néctar e no suco tropical tem que ser declarada no painel principal, em caracteres maiúsculos, com o valor numérico e o sinal de porcentagem em tamanho no mínimo o dobro da denominação do produto. Da próxima vez que pegar uma caixinha, procure esse percentual: ele é, isolado, a informação mais útil da embalagem inteira.IN MAPA 12/2003, art. 3º-B, acrescentado pela IN 42/2013
A frase que a lei obriga e que ninguém lê
"Sem adição de açúcares" é a alegação mais mal compreendida do supermercado. Ela não quer dizer que o produto tem pouco açúcar. Quer dizer, apenas, que nenhum açúcar foi acrescentado na fábrica.
A norma é bem específica sobre isso. Para usar a frase, o produto não pode conter açúcares adicionados, nem ingredientes que contenham açúcares adicionados, nem ingredientes naturalmente doces usados como substituto do açúcar, nem processo de fabricação que aumente o teor de açúcar do produto final. Nada disso impede o produto de ser naturalmente muito doce.
E a própria norma reconhece isso: quando o produto não atende ao critério de isento de açúcares, ele é obrigado a trazer, ao lado da alegação, a frase "contém açúcares próprios dos ingredientes". Essa frase existe justamente porque o legislador sabia que "sem adição de açúcares" seria lido como "sem açúcar". Ela costuma estar impressa em corpo bem menor do que a alegação que ela corrige.
Rico em vitamina C é mais fácil do que parece
"Fonte de vitamina C" exige que o produto tenha ao menos 15% da ingestão diária recomendada. "Rico em" ou "alto teor" exige 30%. São percentuais baixos o suficiente para que um suco adoçado alcance qualquer um dos dois só com a vitamina C que já vem da fruta, ou com fortificação barata.
O detalhe que importa: a norma trata cada nutriente isoladamente. Não existe regra que impeça um produto de estampar "rico em vitamina C" na frente e, ao mesmo tempo, se enquadrar no critério de alto teor de açúcar adicionado. As duas coisas convivem no mesmo rótulo sem nenhuma contradição legal.
No comparador acima, a coluna de vitamina C é a que tem a maior distância entre o primeiro e o último colocado. Vale ordenar por ela antes de acreditar em qualquer selo.
A imagem da fruta não promete nada
Não existe, na legislação brasileira, nenhuma regra que ligue a ilustração de uma fruta na embalagem a um percentual mínimo daquela fruta no produto. O que existe é uma cláusula geral: a RDC 259 de 2002 proíbe que o rótulo, incluindo suas ilustrações e representações gráficas, induza o consumidor a erro sobre a natureza e a composição do alimento.
Na prática, essa cláusula só é acionada em casos evidentes, como uma fruta desenhada num produto que não contém aquela fruta. Uma laranja grande e brilhante numa bebida com 20% de suco de laranja é perfeitamente legal. A lacuna é a regra, não a exceção.
Por que a cabeça erra tanto nesta categoria
Isso já foi medido, e o tamanho do erro é maior do que a intuição sugere.
Numa pesquisa com pais nos Estados Unidos, apenas 5% consideravam refrigerante uma bebida saudável para os filhos, contra 30% que consideravam saudável uma "bebida de fruta", ou seja, seis vezes mais. O teor de açúcar dos dois produtos comparados era quase igual: 27 gramas contra 30 gramas na mesma medida de copo.
Em outro estudo, no Reino Unido, as pessoas subestimaram o açúcar do suco de fruta em 48% e superestimaram o do refrigerante em 12%. O erro não é aleatório: ele tem direção, e a direção é sempre a favor do produto que parece natural.
Esse fenômeno tem nome na literatura, efeito halo de saúde, e a evidência mais citada dele vem de um grupo de pesquisa cujo autor principal teve dezenas de artigos retratados por má conduta. Por isso este texto cita apenas trabalhos independentes desse grupo e que sobrevivem sozinhos. Ceticismo com a fonte vale também quando a conclusão nos agrada.
Então suco faz mal?
Não é o que a evidência mostra, e vale resistir à tentação de exagerar a conclusão só porque a primeira metade do texto foi crítica.
A revisão mais robusta sobre suco 100% e peso corporal reuniu 42 estudos, com quase 46 mil crianças e mais de 268 mil adultos. Em crianças, cada porção diária adicional se associou a um aumento pequeno mas consistente do índice de massa corporal, de 0,03 por porção. Em adultos, o resultado depende do ajuste: sem controlar a energia total ingerida, aparece um ganho de 0,21 kg; controlando a energia, o sinal se inverte para menos 0,08 kg. Nos ensaios clínicos randomizados com adultos, não houve efeito estatisticamente significativo sobre o peso.
A leitura honesta disso é que o suco parece agir pela caloria que ele carrega, e não por algo próprio dele. É diferente do refrigerante açucarado, cuja evidência de dano é mais forte e mais consistente. E é diferente da fruta inteira, que traz a mesma fruta com fibra, volume e mastigação, três coisas que o liquidificador remove.
Para a Organização Mundial da Saúde, no entanto, o açúcar do suco entra na mesma conta do açúcar do refrigerante. A definição de açúcares livres do guia de 2015 inclui, com todas as letras, os açúcares naturalmente presentes em sucos de fruta e em concentrados de suco de fruta. A fruta inteira não entra. A distinção não é sobre a origem do açúcar, é sobre ele ter deixado de estar preso na estrutura da fruta.
O que fazer com a tabela
Procure o percentual de fruta na frente da caixa. Em néctar e suco tropical ele é obrigatório e grande. É a informação mais rápida de conferir e a que mais separa produtos parecidos.
Leia a coluna de açúcar adicionado antes da de caloria. Ela responde de onde vem o doce, que é uma pergunta diferente de quanto pesa.
Ordene a coluna de vitamina C. A diferença entre o primeiro e o último é de dezenas de vezes, entre produtos vendidos lado a lado pelo mesmo apelo.
Confira a fonte de cada linha. A coluna de fonte diz se o número veio do fabricante, de um varejista reproduzindo o rótulo ou de uma tabela oficial de governo, e as linhas em que as fontes divergem trazem o problema escrito logo abaixo.
A fronteira
Nada aqui é orientação de consumo. Se suco cabe no seu dia, em que quantidade e em que momento, depende do seu gasto, do resto do que você come e de condições que só um profissional pode avaliar. Este texto compara rótulos e explica regras; ele não substitui nutricionista, e não tenta.
Por que registrar
Um copo de suco não decide nada. O padrão de meses decide, e é ele que ninguém consegue reconstruir de memória. O Darwin guarda esse histórico ao longo do tempo, para que dê para enxergar a linha em vez de julgar pelo dia de hoje, e para que a conversa com um nutricionista comece de dado e não de lembrança.
Se quiser seguir a mesma linha, o comparativo de refrigerantes destrincha as regras de rótulo que permitem um zero não ser zero, o de cervejas e o de vinhos fazem a mesma conta para álcool, e a base de alimentos com dados oficiais tem o resto.
Respostas sobre o tema
Perguntas frequentes
01
Nutrição & Metabolismo
Qual a diferença entre suco integral, néctar e refresco?
É a quantidade de fruta, e as três têm definição legal. Suco integral é fruta na concentração natural, sem adição de açúcar e sem diluição. Néctar é fruta diluída em água com açúcar adicionado, e o mínimo legal é 50% de suco para laranja e uva e 30% para as demais frutas, com exceção de 20% para frutas muito ácidas ou de sabor muito forte. Refresco tem bem menos: 30% para laranja, tangerina e uva, 20% para maçã, 6% para maracujá e 5% para limão.
Sem adição de açúcares quer dizer sem açúcar?
Não. Quer dizer apenas que nenhum açúcar foi acrescentado na fábrica. O produto pode ser naturalmente muito doce, e a própria norma reconhece isso: quando ele não atende ao critério de isento de açúcares, é obrigado a trazer ao lado a frase contém açúcares próprios dos ingredientes. Essa frase costuma estar impressa bem menor do que a alegação que ela corrige.
Suco integral tem menos açúcar que néctar?
Não necessariamente, e o comparador acima traz um caso em que os dois empatam. Na linha Del Valle, o rótulo publicado pelo próprio fabricante mostra o suco 100% e o néctar do mesmo sabor com a mesma quantidade de açúcar por 100 ml, e o néctar com um pouco menos de caloria. A diferença entre os dois é de onde vem o açúcar, não de quanto açúcar tem.
Suco 100% engorda?
A evidência é mista e mais fraca do que a do refrigerante. Uma revisão de 2024 com 42 estudos encontrou, em crianças, aumento pequeno e consistente do índice de massa corporal por porção diária. Em adultos, o efeito só aparece quando não se controla a energia total ingerida, e ensaios clínicos randomizados não confirmaram efeito sobre o peso. A leitura mais provável é que o suco age pela caloria que carrega, não por algo próprio dele. O que isso significa para você é avaliação de nutricionista.
A OMS considera o açúcar do suco igual ao do refrigerante?
Sim, para efeito de contagem. A definição de açúcares livres do guia de 2015 inclui explicitamente os açúcares naturalmente presentes em sucos de fruta e concentrados de suco de fruta. A fruta inteira não entra nessa conta. A distinção não é a origem do açúcar, e sim ele ter deixado de estar preso na estrutura da fruta.
Conteúdo educativo. Não substitui consulta com nutricionista ou médico. O plano alimentar individualizado é ato privativo do nutricionista (Lei 8.234/91). Fontes citadas com link para verificação. Imagens sob Licença Unsplash (uso livre, inclusive comercial).
Usamos cookies para entender como você usa o Darwin e, se você aceitar, para mostrar anúncios mais relevantes em outras plataformas. Você pode recusar sem perder acesso ao site. Saiba mais.