Nike Pegasus 41
O avaliador destaca o cabedal acolchoado, a fixação do pé e a durabilidade. Considera a geometria favorável a quem aterrissa pelo calcanhar, mas aponta a aderência como limitação.
Carlos Sánchez · RunRepeat ↗Comparação direta · Tênis
Compare uso, peso, drop, alturas, placa e preço de referência. Escolha até 3 dos 108 modelos da base e confira as fontes de cada um.
Comparando agora
Retorno de energia, absorção de impacto, firmeza da espuma, aderência e rigidez à flexão: medições publicadas pelo RunRepeat, sem notas criadas pelo Darwin.
Mais longe do centro significa maior valor, não melhor tênis. Firmeza menor significa espuma mais macia; rigidez menor, mais flexibilidade. O retorno de energia é uma referência de responsividade, não uma promessa de velocidade.
Escalas fixadas pelo maior valor verificado na base. Sem medida compatível, o eixo fica sem ponto. Não calculamos uma nota geral.
| Ensaio e leitura | Nike Pegasus 41 | Adidas Adizero Boston 13 |
|---|---|---|
| Responsividade · retorno de energia no calcanharEnergia devolvida no ensaio; não é ganho percentual de velocidade. | 55,5 % | 63,4 % |
| Absorção de impacto · calcanharAmortecimento medido pelo laboratório, não prevenção de lesão. | 125 SA | 127 SA |
| Firmeza da espuma · Asker CMenor valor = espuma mais macia. Não é uma nota de conforto. | 35,2 AC | 40,5 AC |
| Aderência · antepéCoeficiente de atrito no concreto molhado do ensaio. | 0,25 CoF | 0,47 CoF |
| Rigidez à flexão · 30°Menor força = mais flexível. Não mede estabilidade lateral. | 9,4 N | 15,4 N |
| Fonte de cada modelo | RunRepeat ↗Metodologia 2.2 · consulta 2026-09-30 · fonte atualizada em 2026-02-15 | RunRepeat ↗Metodologia 2.2 · consulta 2026-09-30 · fonte atualizada em 2026-02-16A medição de firmeza descreve a espuma inferior Lightstrike 2.0, não uma nota de maciez do conjunto.Absorção no calcanhar: a tabela de resultados da fonte registra 127 SA; o texto da mesma página menciona 126 SA. A teia usa a tabela, sem conciliar a divergência. |
Sínteses identificadas da avaliação de uso. Opinião não vira número na teia e pode variar conforme o corredor.
O avaliador destaca o cabedal acolchoado, a fixação do pé e a durabilidade. Considera a geometria favorável a quem aterrissa pelo calcanhar, mas aponta a aderência como limitação.
Carlos Sánchez · RunRepeat ↗O avaliador descreve uma passada mais viva que a do Boston 12 e elogia a fixação do calcanhar e da língua. A frente afunilada pode apertar pés largos; o calcanhar estreito limita a estabilidade.
Carlos Sánchez · RunRepeat ↗Compare uso, construção e preço de referência dos modelos selecionados. O peso depende do tamanho informado pela fonte.
70 dos 108 modelos têm ensaios compatíveis conferidos em 30/09/2026. São testes RunRepeat em US 9 masculino: retorno/absorção no calcanhar; firmeza Asker C (não Shore A); aderência no concreto molhado; flexão a 30°. Versões anteriores à metodologia 2.2 ficam fora desta comparação. A firmeza de uma espuma não descreve sozinha a sensação de um tênis com várias camadas. Leia a metodologia original ↗
Peso na numeração de referência declarada por cada fonte. Alturas, drop, placa e espuma vêm da base de produtos. Preços brasileiros são referências registradas em 9 de julho de 2026 e não representam valores ao vivo; confirme na loja.
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O que a base mostra
Um modelo isolado não conta história nenhuma. 108 contam. Todos os números desta seção são contados da própria base no momento em que a página é gerada, então eles não podem divergir da tabela acima: se um modelo entrar ou sair amanhã, o texto muda junto.
O peso separa as categorias
A mediana de peso do tênis de prova é 201 g, contra 269 g do tênis de rodagem diária. São cerca de 68 g de diferença em cada pé. O mais leve da base é o Asics Metaspeed Ray, com 129 g, e o mais pesado é o Nike Vomero Premium, com 351 g: quase o triplo.
O carbono não é maioria
Dos 108 modelos, 34 usam placa de carbono e 62 não usam placa nenhuma. O carbono está concentrado onde deveria estar: 23 dos 25 tênis de prova têm a placa. Fora da prova, ela é exceção, não padrão.
A regra dos 40 mm é visível na base
30 modelos ficam entre 39 e 40 mm de stack no calcanhar, colados no teto que a World Athletics impõe para provas de rua. Outros 25 passam de 40 mm, e por isso não podem ser usados em prova oficial de rua: são tênis de treino, amortecimento máximo ou trilha, onde não existe esse limite.
Drop baixo continua minoria
9 modelos têm drop de 4 mm ou menos e 21 têm mais de 8 mm. A maior parte do mercado ficou na faixa do meio. Se você vem de um drop alto, essa distribuição importa mais do que parece, pelo motivo que está na próxima seção.
A espuma cara é minoria
29 dos 108 modelos declaram espuma da família PEBA ou Pebax, a mesma classe de material que viabilizou os super shoes. É ela, e não a placa sozinha, que responde por boa parte do efeito medido nos estudos.
O preço tem duas realidades
Entre os 75 modelos com preço conferido, a mediana do tênis de prova é R$ 2.200 e a do tênis de rodagem diária é R$ 999. Os outros 33 modelos estão sem preço na base, e a célula fica vazia em vez de receber um número inventado.
A ciência, em português
Entre 2016 e hoje, o tênis de corrida passou por uma mudança real, não de marketing. Vale entender o tamanho dela, porque é isso que separa o que merece o seu dinheiro do que é só propaganda.
O efeito existe e foi medido. Em 2018, um estudo publicado na Sports Medicine colocou corredores para rodar com o protótipo que viraria o Vaporfly e com dois tênis de corrida populares da época. Gastar energia para correr no mesmo ritmo ficou 4,16% e 4,01% menor, dependendo do tênis de comparação. Em 2019, com o modelo já à venda e corredores de alto nível, a economia de corrida melhorou entre 2,6% e 4,2%, também conforme o tênis usado na comparação. Uma metanálise de 2025 juntou os estudos disponíveis e confirmou o efeito, classificando como pequeno a moderado: o custo metabólico caiu, em média, 0,38 watt por quilo de peso.
Traduzindo: o tênis não te faz mais rápido, ele te faz gastar menos para ir na mesma velocidade. Se você corre 10 km em 50 minutos, alguns por cento de economia podem virar algum tempo no relógio, mas o efeito é proporcional ao ritmo. Quem corre devagar aproveita menos, porque a placa e a espuma foram projetadas para a mecânica de quem corre forte. É por isso que a mesma tecnologia que transformou recordes mundiais decepciona tanta gente no treino de domingo.
E existe um teto legal. A World Athletics limita a espessura da entressola a 40 mm em provas de rua e 20 mm em pista, valores em vigor desde novembro de 2024. Trilha e montanha não têm limite. Por isso tanto modelo de prova para exatamente em 39 ou 40 mm: é o máximo permitido, e as marcas foram até a linha.
Uma honestidade sobre o que a ciência não diz. Quase toda essa evidência mede economia de corrida em laboratório, com corredores treinados, em ritmo forte. Ela não prova que você vai correr melhor, que vai se lesionar menos, nem que o efeito se mantém depois de centenas de quilômetros de uso. São perguntas diferentes, e a maior parte delas ainda está aberta.
Como escolher
Rodagem diária
O cavalo de batalha da semana: confortável, durável e estável pra maior parte dos seus quilômetros. É o primeiro par de qualquer rotação.
Ritmo e tempo
Mais leve e reativo que o de rodagem, pra tiros, fartlek e treinos de limiar. Muitos usam placa de nylon ou composite no lugar do carbono.
Prova (super shoe)
Os super shoes: espuma PEBA, placa de carbono e stack no limite dos 40 mm da World Athletics. Feitos pra prova e pros treinos-chave, não pro dia a dia.
Amortecimento máximo
Stack alto e amortecimento generoso pra longões, recuperação e quem gosta de pisar macio. O peso extra importa menos em ritmo fácil.
Estabilidade
Suporte extra pra quem prona em excesso ou quer mais controle: trilhos de espuma firme, bases largas e geometrias que guiam a passada.
Trail
Solado com travas, proteção contra pedra e upper reforçado pra terra, pedra e montanha. Alguns já trazem placa e espuma de super shoe.
Na prática
1. Ter mais de um par ajuda, e isso foi medido. Um acompanhamento de 264 corredores durante 22 semanas encontrou menos lesão em quem revezava mais de um modelo no período, comparado a quem usava sempre o mesmo. Vale a ressalva: é um estudo de observação, não um sorteio controlado, então ele mostra associação e não prova causa. Ainda assim, é uma das poucas coisas com evidência a favor, e o custo de testar é baixo se você já ia comprar um segundo par de qualquer forma.
2. Drop não tem resposta única, e a sua experiência inverte o sinal. Um estudo que sorteou corredores entre drops de 10, 6 e 0 mm não achou diferença geral de lesão entre eles. Mas quando os pesquisadores separaram por experiência, o resultado se inverteu: entre quem corria ocasionalmente, o drop baixo foi protetor; entre quem corria com regularidade, o drop baixo aumentou o risco. A leitura prática é chata e é verdadeira: se você já corre há tempo com um drop, mudar tem custo. Mude devagar, se mudar.
3. Macio ou firme depende do seu peso. Outro estudo sorteado comparou entressola macia e firme. No conjunto, a firme se associou a mais lesão. Mas o efeito só apareceu de forma consistente nos corredores mais leves; nos mais pesados, a diferença não se sustentou. Ou seja, "quanto mais macio, melhor" não é lei, e a mesma entressola não significa a mesma coisa para dois corpos diferentes.
4. Tênis de estabilidade tem evidência, com asterisco. Um ensaio com 372 corredores encontrou menos lesão com calçado de controle de movimento, com o efeito concentrado em quem tem pé pronado, e nenhum efeito em pé neutro ou supinado. Uma reanálise posterior mostrou que a proteção aparece justamente nas lesões relacionadas à pronação. O asterisco: a evidência vem essencialmente de um único grupo de pesquisa, o que limita a generalização.
5. Os "500 a 800 km" para trocar o tênis não vêm de estudo de lesão. Isso vale ser dito com todas as letras, porque a frase é repetida como se fosse ciência. O que existe é um teste mecânico de 1985 que mediu perda de amortecimento com o uso: cerca de 75% do amortecimento original restava por volta de 80 km, e menos de 60% entre 400 e 800 km em máquina, embora em tênis de corredores reais ainda restasse cerca de 70% aos 800 km. Nenhum estudo ligou uma quilometragem específica a mais lesão. Na prática, troque quando o tênis mudar de comportamento, quando o solado gastar de forma desigual ou quando o desconforto aparecer, e não porque um número redondo venceu.
O que nada disso resolve. Nenhuma escolha de tênis compensa aumentar volume rápido demais, dormir mal ou treinar sempre no mesmo estímulo. O calçado é uma variável entre várias, e não é a maior. Se você quer mexer em uma coisa só, mexa na progressão da carga: escrevemos sobre isso em lesões comuns do corredor e em os tipos de treino de corrida.
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Por perfil
Melhores tênis por perfil de treino: qual modelo serve para rodagem, para tiro e para prova, e por quê.
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Lançamentos de 2026 e 2027: o que vem por aí e o que muda de verdade em relação à versão anterior.
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Tênis de corrida, do zero: o que é drop, stack, pronação e amortecimento, sem jargão.
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Onde correr
Calendário de corridas de rua no Brasil: onde usar o tênis novo.
Perguntas frequentes
Drop, altura e leitura das especificações.
Drop é a diferença de altura da entressola entre o calcanhar e o antepé, em milímetros. Um drop alto (8 a 12 mm) alivia a panturrilha e o tendão de Aquiles; um drop baixo (0 a 6 mm) favorece aterrissagem mais próxima do meio do pé, mas exige adaptação gradual. Nenhum dos dois é melhor em absoluto: o corpo se adapta ao que você usa com consistência.
Stack height é a espessura total da entressola sob o pé, em milímetros. As espumas modernas (PEBA e derivadas) permitiram stacks de 40 mm que amortecem sem pesar, e a World Athletics limita a 40 mm o stack permitido em provas oficiais de rua. Por isso os super shoes de prova ficam colados nesse teto.
Stack é a espessura total de entressola sob o pé, em milímetros, e diz quanto material existe entre você e o chão. Drop é a diferença de altura entre o calcanhar e o antepé, também em milímetros, e diz a inclinação. Dois tênis podem ter o mesmo drop de 8 mm com stacks completamente diferentes, um baixo e um alto, e correr de formas opostas.
Tecnologia, desempenho e uso no treino.
Só se você compete ou faz treinos de qualidade em ritmo forte. A placa de carbono junto de uma espuma reativa melhora a economia de corrida em ritmos rápidos, mas custa caro, dura menos e é instável em ritmo lento. A rotação clássica: um modelo de rodagem diária pro volume, e o de placa pra prova e treinos-chave.
Ele reduz o gasto de energia para correr no mesmo ritmo, o que não é a mesma coisa. Um estudo de 2018 mediu 4,16% e 4,01% de redução no custo energético contra dois tênis populares da época, e um estudo de 2019 com corredores de alto nível achou melhora de 2,6% a 4,2% na economia de corrida, dependendo do tênis de comparação. Uma metanálise de 2025 confirmou o efeito e classificou como pequeno a moderado. O ganho depende do ritmo: quem corre forte aproveita mais, e quem corre devagar aproveita pouco.
Dá, mas costuma ser uma decisão ruim. O tênis de prova é mais caro, dura menos, é menos estável em ritmo lento e foi projetado para a mecânica de quem corre forte. Usá-lo na rodagem gasta o par justamente onde ele menos rende. A recomendação prática é reservá-lo para prova e para os treinos-chave.
Durabilidade, rotação e perfil de uso.
Não há estudo ligando uma quilometragem específica a risco de lesão, então os famosos 500 a 800 km são regra de fabricante, não ciência. O que existe é um teste mecânico de 1985 mostrando perda progressiva de amortecimento com o uso, com cerca de 70% do amortecimento ainda presente aos 800 km em tênis de corredores reais. Na prática, troque quando o tênis mudar de comportamento, quando o solado gastar de forma desigual ou quando surgir desconforto novo, e não por causa de um número redondo.
A evidência disponível sugere que sim. Um acompanhamento de 264 corredores por 22 semanas encontrou menos lesão em quem revezava mais de um modelo. É um estudo de observação, então mostra associação e não prova causa, mas é uma das poucas recomendações de calçado com evidência a favor. A rotação clássica é um par de rodagem para o volume da semana e um mais leve para os treinos fortes.
Um ensaio com 372 corredores encontrou menos lesão com calçado de controle de movimento, e o efeito apareceu justamente em quem tem pé pronado, sem efeito em pé neutro ou supinado. Uma reanálise posterior mostrou a proteção concentrada nas lesões relacionadas à pronação. Vale a ressalva de que essa evidência vem essencialmente de um único grupo de pesquisa. Na dúvida, conforto e ausência de dor durante o uso continuam sendo o melhor guia individual.
Não como regra geral. Um estudo que sorteou corredores entre entressola macia e firme encontrou mais lesão com a firme no conjunto, mas o efeito só se sustentou nos corredores mais leves; nos mais pesados, a diferença não apareceu. Isso significa que a mesma entressola não representa a mesma coisa para dois corpos diferentes, e que macio não é automaticamente melhor.
Fontes dos dados e limites da comparação.
Peso, stack, drop, espuma, placa e preço foram compilados das páginas oficiais das marcas e de reviews independentes especializados (RunRepeat, Believe in the Run, Doctors of Running, Running Warehouse). Cada modelo traz as fontes linkadas na comparação. O peso é sempre do tamanho de referência indicado e varia conforme a numeração.
Ele organiza specs reais pra você decidir com contexto: peso, geometria, espuma, placa e preço lado a lado. A escolha certa depende do seu volume, ritmo, histórico de lesão e onde você corre. Se puder, experimente o modelo no pé antes de comprar.
Antes de comprar. As specs vêm dos fabricantes e de reviews independentes (fontes linkadas em cada modelo na comparação) e podem mudar entre versões e numerações. Os preços são apenas uma réplica do valor publicado pelas lojas na data da conferência: mudam todo dia, não são garantidos e não são oferta. O Darwin não vende tênis, não tem vínculo, comissão ou acordo com nenhuma loja ou marca listada, e não se responsabiliza pelo preço nem pela disponibilidade. A ferramenta existe pra organizar informação pública, a escolha (e a conferência final na loja) é sua.
Fontes
As specs de cada modelo estão linkadas dentro da comparação, uma por uma. As afirmações científicas do texto vêm das referências abaixo, todas conferidas no resumo original ou no documento oficial. Nenhum número desta página foi escrito de memória.
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